Perguntas Frequentes
Há quatro motivos principais que explicam porque as pessoas engordam: comer muito, ter gasto calórico diminuído, acumular gorduras mais facilmente e ter dificuldade em queimar estas gorduras.
O gasto calórico é a queima de energia de uma pessoa durante as 24 horas do dias. Ele inclui a alimentação (energia gasta com a digestão, absorção e transporte de nutrientes) e as atividades físicas.
A capacidade de transformar calorias em gorduras varia de indivíduo para indivíduo e isso explica porque duas pessoas com o mesmo peso e altura, que comem os mesmos alimentos, podem ser ou não gordas.
A habilidade de queimar gorduras também varia. Podemos queimar as calorias a partir das gorduras do tecido adiposo, das proteínas dos músculos e do glicogênio do fígado. O indivíduo apresentará menor tendência de engordar e maior capacidade de emagrecer quanto maior for a sua capacidade de queimar as gorduras.
O ganho de peso, geralmente, acontece ao longo do tempo. Por isso, muitas pessoas percebem quando estão engordando. Alguns sinais de sobrepeso e de obesidade incluem:
- Roupas que parecem apertadas e necessitam ser trocadas por números maiores;
- A balança mostra o aumento de peso;
- Acúmulo de gordura abdominal torna-se evidente;
- Crescimento do IMC e da circunferência da cintura.
Procure seu médico ou nutricionista. Fazer dietas ou tratamentos por conta própria ou a partir de orientações de pessoas não especializadas, como amigos e familiares, pode trazer prejuízo à saúde. Diversas especialidades médicas podem detectar a necessidade de emagrecimento, entre elas o clínico geral, o endocrinologista e até mesmo o cardiologista, no caso dos pacientes hipertensos.
Sim. Filhos de pais obesos têm mais risco de também se tornarem obesos do que filhos de pais de peso normal.
Sim, pois nem sempre o ambiente ajuda o indivíduo a ter um estilo de vida mais saudável. Na verdade, a falta de um ambiente saudável encoraja a obesidade. Uma vizinhança sem um bom lugar para caminhar ou uma área segura para fazer exercícios, por exemplo, pode impedir os moradores de serem mais ativos.
O estilo de vida também influencia a prevenção da obesidade. Pessoas que dizem não ter tempo para exercícios físicos, em geral, gastam muito tempo no trabalho ou, ainda, no caminho de ida e volta para casa. Outro fato interessante é que até o comércio próximo à residência da pessoa pode interferir na prevenção da obesidade. Em muitas regiões, os mercados existentes não vendem comida considerada saudável, como frutas e legumes. Ou, quando vendem, estes produtos custam caro.
Há diversos fatores que podem aumentar o sobrepeso e levar à obesidade. Um deles é o uso de certos medicamentos, como antidepressivos e anticonvulsivantes. Esses medicamentos podem diminuir a velocidade com que seu corpo queima as calorias, aumentar seu apetite e fazer seu organismo reter mais água, o que também provoca ganho de peso.
Fatores emocionais também predispõem à obesidade. Algumas pessoas comem mais quando estão chateadas, irritadas ou estressadas e, com o tempo, engordam. Pessoas que dormem pouco também têm mais tendência a engordarem. Estudos mostram que quem dorme cerca de cinco horas por noite costuma ser mais obeso do que um indivíduo que dorme de sete a oito horas.
Fumo, idade e gravidez são outros fatores que podem levar à obesidade. Algumas pessoas ganham peso quando param de fumar. Uma das razões para isso é que a comida, sem o cigarro, parece ter mais sabor. Outra razão é que a nicotina acelera o processo de queima de calorias. Sem ela, o corpo trabalha em uma velocidade menor e de maneira mais saudável.
Em relação à idade, quanto mais velhos ficamos, menos atividades tendemos a fazer. Além disso, os músculos reduzem a queima de calorias. Se o indivíduo não diminui a ingestão de calorias, tende a ganhar peso. Por fim, há a gravidez: durante a gestação, é importante que a mulher ganhe peso para que o bebê se desenvolva normalmente. O problema é que, depois do parto, muitas mulheres têm dificuldades para perder os “quilinhos a mais” adquiridos durante a gravidez.
Sozinhos, não. Porém, quando aliados a uma boa alimentação, os exercícios físicos podem, sim prevenir a obesidade. A atividade física contribui com 8% a 20% do gasto diário total de energia e pode modular o apetite, pois ajuda a regular os mecanismos cerebrais que controlam a ingestão de alimentos
Exercícios físicos também proporcionam um aumento da massa corporal magra (músculos) e provocam alterações enzimáticas que facilitam a queima de gordura nos tecidos, o que torna o indivíduo ativo mais propenso a perder peso e a mantê-lo reduzido.
Algumas atitudes simples dos pais no dia-a-dia podem prevenir a obesidade nas crianças. Veja a seguir algumas dicas:
- Seja um bom exemplo: pesquisas mostram que, em geral, crianças e adolescentes escutam seus pais e seguem seus comportamentos. Se você tem uma alimentação saudável e faz exercícios, seus filhos têm mais chances de ter uma vida saudável.
- Envolva as crianças em suas decisões: elas adoram tentar coisas novas, até mesmo comidas ou atividades. Converse com elas sobre alimentos diferentes na hora das refeições.
- Promova lentamente mudanças na dieta familiar.
- Facilite os comportamentos saudáveis para as crianças: coloque na frente delas uma tigela cheia de frutas, como uvas e maçãs, mais fáceis de comer e, na hora da refeição, corte os legumes em pedaços pequenos.
Não. Desconfie de propagandas que prometem uma perda de peso em pouco tempo. “Coma o que quiser e continue perdendo peso” ou “Emagreça enquanto dorme” são algumas das frases utilizadas nesses casos. Outros termos muito comuns nesse tipo de propaganda são: “sem esforço”, “mágico”, “novo método”, “cura milagrosa” ou “emagrecimento imediato”.
Diversas patologias e condições clínicas estão associadas à obesidade. Veja abaixo alguns exemplos:
- Apnéia do sono (suspensão da respiração durante o sono).
- Acidente vascular cerebral (AVC ou derrame).
- Fertilidade reduzida (em homens e mulheres).
- Hipertensão arterial.
- Diabetes mellitus.
- Dislipidemia (nível elevado de lipídios no sangue).
- Doenças cardiovasculares.
- Cálculo biliar.
- Aterosclerose.
- Vários tipos de câncer, como o de mama, útero, próstata e intestino.
- Doenças pulmonares.
- Problemas ortopédicos.
- Gota.
O tratamento da obesidade pode compreender três formas: comportamental (mudanças de hábitos alimentares, dietas e exercícios físicos), farmacológica (uso de medicamentos e balão intragástrico, por exemplo) e cirúrgica (redução de estômago).
Atualmente, existem cinco medicamentos registrados no Brasil para o tratamento da obesidade: dietilpropiona (anfepramona), femproporex, mazindol, sibutramina e orlistat. No entanto, é importante lembrar que apenas um médico pode receitar o medicamento mais adequado a cada caso.
Podem. Vários estudos científicos apontam para a eficácia de alguns suplementos alimentares no emagrecimento. É importante ressaltar que isso só é realmente possível com a utilização conjunta do suplemento com uma boa alimentação e exercícios físicos periódicos.
Há suplementos que aumentam o gasto energético (como os que contêm efedrina, cafeína, ioimbina ou capsaicina), atuam no metabolismo dos carboidratos (como os compostos por cromo ou ginseng), aumentam a saciedade (como os compostos por goma guar), diminuem a síntese de ácidos graxos (como o chá verde e o alcaçuz, entre outros), bloqueiam a absorção de gorduras (como os que contêm quitosana), aumentam a eliminação de líquidos (como os compostos por cáscara sagrada e dente-de-leão) e modular o humor (como a Erva de São João).
O balão intragástrico é um recurso não-cirúrgico, para ser utilizado em tratamentos de redução de peso e reeducação alimentar. É constituído por uma membrana esférica de silicone, resistente ao suco gástrico, que é introduzida no estômago através de um procedimento semelhante a uma endoscopia e lá fica por até seis meses.
O balão intragástrico é indicado para tratamento pré-cirúrgico para a redução de peso e do risco cirúrgico nos pacientes com obesidade mórbida (IMC acima de 40). Está também indicado para pacientes com obesidade moderada (IMC entre 30 e 40) e que não tenham conseguido emagrecer através do tratamento clínico.
A cirurgia bariátrica é indicada no caso de pessoas com obesidade mórbida (IMC acima de 40) que não conseguem perder peso pelos métodos tradicionais ou com problemas de saúde relacionados à obesidade mórbida. Há dois tipos de cirurgia bariátrica: a restritiva e a disabsortiva.
Na restritiva, partes do estômago são fechadas para torná-lo menor, diminuindo assim a quantidade de alimento que comporta. Os procedimentos restritivos não interferem com o processo digestivo normal. Como resultado dessa cirurgia, a maioria das pessoas perde a capacidade de comer grande quantidade de comida de uma só vez.
Já a cirurgia disabsortiva (mais comum) combina a restrição do estômago com um desvio parcial do intestino delgado. É criada uma conexão direta do estômago para um segmento inferior do intestino delgado, reduzindo as porções do trato digestivo que absorvem as calorias e os nutrientes.
A cirurgia bariátrica é contra-indicada em pessoas com doenças pulmonares graves, insuficiência renal, lesão acentuada do músculo cardíaco e cirrose hepática.
